Trump anuncia tarifas contra produtos farmacêuticos, móveis e caminhões

Trump afirmou que as taxas são uma resposta à ‘inundação’ desses produtos em território estadunidense

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na noite desta quinta-feira (25), novas tarifas que devem ser implementadas a partir do próximo dia 1º de outubro. Entre os produtos que serão tarifados, estão medicamentos com uma taxa de 100%, armários de cozinha e banheiro com 50%, mobiliários estofados com 30% e caminhões pesados com uma taxa de 25%.

Trump afirmou que a decisão é uma resposta à “inundação” desses produtos em território estadunidense e têm como objetivo conter o aumento das importações e proteger fabricantes dos EUA. “A razão para isso é a ‘inundação’ em larga escala desses produtos nos Estados Unidos por outros países”, escreveu o republicano nas redes sociais. 

No caso de medicamentos, farmacêuticas que estejam construindo fábricas nos EUA ficarão isentas. “Estar construindo’ será definido como ‘início das obras’ e/ou ‘em construção’. Portanto, não haverá tarifa sobre esses produtos farmacêuticos se a construção já tiver começado”, escreveu.

Logo após o anúncio, a Associação de Pesquisa e Fabricantes de Produtos Farmacêuticos se posicionou contra as tarifas sobre medicamentos. A entidade destacou que, no início do ano, 53% dos US$ 85,6 bilhões em ingredientes usados já eram produzidos internamente, enquanto o restante vinha de outros países.

Já a taxação sobre caminhões busca resguardar empresas locais, como Peterbilt e Mack Trucks, da “concorrência externa desleal”. “Precisamos que nossos caminhoneiros estejam financeiramente saudáveis e fortes, por vários motivos. Mas, acima de tudo, por razões de segurança nacional!”, acrescentou.

Em maio, a Câmara de Comércio dos EUA desaconselhou a Casa Branca a impor tarifas sobre caminhões, alegando que grande parte das peças usadas na produção vem de países como México, Canadá, Alemanha, Finlândia e Japão, considerados aliados e sem risco à segurança nacional.

Trump tem recorrido à Seção 232 da Lei de Expansão Comercial, que autoriza a imposição de tarifas sem o aval do Congresso nos casos de ameaça à segurança nacional. O dispositivo já foi usado para taxar automóveis, cobre, aço e alumínio, inclusive contra o Brasil. 

O caso chegou à Suprema Corte dos EUA após ser provocado pelo Departamento de Justiça. O órgão entrou com um recurso contra uma decisão do tribunal de apelações, que considerou que Trump excedeu sua autoridade ao usar uma lei voltada a emergências. 

Fonte: Brasil De Fato / Editado por: Maria Teresa Cruz

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