Em meio a disputa pela Groenlândia, Noruega diz que não participará de ‘Conselho de Paz’ para Gaza liderado por Trump

Mais cedo, Israel e Egito anunciaram que vão integrar o comitê

A Noruega anunciou nesta quarta-feira (21) que não participará do “Conselho de Paz” para Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O esboço do projeto antecipa que o conselho funcionaria como uma espécie de “substituto” da Organização das Nações Unidas (ONU), nas palavras do próprio Trump, mantendo os EUA em papel central na resolução de conflitos.

Inicialmente, Trump afirmou que a criação do Conselho de Paz teria como objetivo supervisionar a reconstrução de Gaza após os ataques israelenses. Apesar disso, há pontos que conferem a Trump amplos poderes de interferência no direito internacional.

“A proposta dos EUA levanta uma série de questões que exigem um diálogo mais profundo com os Estados Unidos”, disse Kristoffer Thoner, secretário de Estado vinculado ao gabinete do primeiro-ministro norueguês, em mensagem transmitida à AFP.

“Portanto, a Noruega não aderirá às disposições propostas para o Conselho de Paz e, consequentemente, não participará da cerimônia de assinatura em Davos”, acrescentou.

A decisão do país europeu surge dias depois de Trump afirmar, em mensagem ao primeiro-ministro norueguês, que “não se sente obrigado a pensar apenas na paz” e lamentar não ter recebido o prêmio Nobel da Paz. Na mesma mensagem, o presidente dos EUA reiterou sua exigência de controle sobre a Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca.

Mais cedo, também nesta quarta-feira, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu aceitou ingressar no comitê proposto pelo presidente estadunidense. O convite também foi aceito pelo presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi.

*Com informações da AFP.

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Fonte: Brasil De Fato / Editado por: Nathallia Fonseca

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