Belém terá atividades gratuitas sobre a memória da Academia do Peixe Frito

Workshop e aula pública em Belém discutem a memória da Academia do Peixe Frito, autores paraenses e a ligação com o Ver-o-Peso.

Ilustração de escritores reunidos perto do mercado Ver-o-Peso em Belém

Belém receberá, em 15 e 16 de agosto de 2026, atividades gratuitas dedicadas à memória da Academia do Peixe Frito, rede informal de escritores e jornalistas relacionada à renovação literária no Pará. A programação inclui workshop, documentário e uma aula pública pelo centro histórico, com saída do Palácio Lauro Sodré e término no Complexo dos Mercedários.

O workshop será conduzido pelo escritor e professor Felipe Cruz no Fórum Landi, na Cidade Velha, em 15 de agosto. A agenda prevê a exibição do documentário Geração Peixe Frito, de 2019, com participação on-line do professor Paulo Nunes, além de leituras e exercícios de escrita criativa. No dia seguinte, o historiador e comunicador Michel Pinho guiará o percurso urbano que passa por referências da história de Belém, como o Largo da Constituição, o Palácio do Governo e o Ver-o-Peso.

Uma rede, e não uma academia formal

A expressão “geração do peixe frito” aparece em memória publicada pela Revista da Academia Paraense de Letras, em 1962, atribuída a Dalcídio Jurandir. O registro associa Bruno de Menezes, De Campos Ribeiro e Jacques Flores a refeições em tascas do Ver-o-Peso. Esse é o vínculo documental mais direto localizado entre os autores lembrados pela denominação e um espaço do centro histórico que integra a aula pública.

A composição do agrupamento não tem uma lista definitiva comprovada por estatuto ou ata localizada. Estudos posteriores associam à rede nomes como Bruno de Menezes, Dalcídio Jurandir, De Campos Ribeiro, Jacques Flores e Nunes Pereira, mas variam quanto ao número de participantes e ao período de atuação. Pesquisadores aproximam esses autores do modernismo paraense e das mudanças sociais de Belém no pós-borracha, com atenção a experiências urbanas, populares, negras e mestiças; essa leitura historiográfica não equivale a um programa formal único do grupo. A programação é promovida pela Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, do Instituto Cultural Vale, dentro do projeto Palavra Viva e das ações ligadas ao Dia do Patrimônio Cultural, celebrado em 17 de agosto.

Para mais informações, siga o Diário do Norte.

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